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DPVAT: o que é? E quem tem direito ao seguro?

Escrito por: Baterias Moura

22.05.2026 às 09h00Atualizado 01.06.2026 às 15h43
DPVAT: o que é? E quem tem direito ao seguro?
Leitura: 9 min
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Passar por um acidente de trânsito é uma situação delicada e estressante. Além do susto e dos danos materiais, existem as preocupações com a saúde e a integridade física de quem estava no veículo ou passava pela rua. 

É justamente nesses momentos de extrema vulnerabilidade que entra em cena um direito fundamental de todo cidadão brasileiro: o seguro DPVAT.

Se você quer entender se o DPVAT ainda existe, quem pode receber o benefício e como dar entrada no seguro sem complicações, este guia foi feito para você. Continue a leitura e tire todas as suas dúvidas.

O DPVAT ainda existe?

Sim, o seguro DPVAT ainda existe, mas ele passou por uma grande reformulação recente – inclusive de nome. 

Após um período em que a cobrança anual do seguro obrigatório ficou suspensa para os proprietários de veículos (entre 2021 e 2023), o governo federal reformulou o benefício. A partir de 2024, o seguro voltou a ser obrigatório para todos os proprietários de veículos automotores sob um novo nome: SPVAT (Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito).

Outra mudança muito importante está na administração do seguro. A operação, o recebimento de recursos e o pagamento das indenizações deixaram de ser feitos por um consórcio de seguradoras privadas e passaram a ser de responsabilidade exclusiva da Caixa Econômica Federal.

O que é o DPVAT (agora SPVAT)?

O DPVAT/SPVAT é um seguro de caráter social. Ele é obrigatório por lei para todos os proprietários de veículos automotores de via terrestre no Brasil, o que inclui carros, motos, caminhões, ônibus e tratores.

A principal função desse seguro é garantir uma indenização básica para qualquer vítima de acidente de trânsito ocorrido em território nacional. O grande diferencial dessa cobertura é que ela funciona sob o princípio da responsabilidade objetiva. 

Isso significa que a indenização é paga independentemente de quem tenha sido o culpado pelo acidente. Não há necessidade de apurar a culpa para que a vítima receba o amparo financeiro.

Quem tem direito a receber o DPVAT?

Uma das maiores qualidades do DPVAT é a sua abrangência. O seguro protege, sem distinção:

  • Motoristas: independentemente de terem ou não culpa no acidente.
  • Passageiros: de qualquer um dos veículos envolvidos na ocorrência, inclusive de transportes coletivos como ônibus e vans.
  • Pedestres e ciclistas: que tenham sido atropelados por qualquer veículo automotor.

Vale reforçar que o direito ao recebimento da indenização é individual. Se um acidente envolver três pessoas e as três sofrerem lesões, por exemplo, cada uma delas terá o direito de solicitar o seu próprio benefício de forma independente.

Quais são as coberturas e os valores?

O seguro oferece três tipos de coberturas específicas para amparar as vítimas e suas famílias. Os valores das indenizações são fixados por lei e variam conforme a gravidade do dano.

1. Indenização por morte

Caso o acidente de trânsito resulte no falecimento da vítima, seus herdeiros legais (cônjuge, companheiro, filhos ou pais, conforme a ordem de sucessão) têm o direito de receber a indenização. 

O valor estabelecido para essa cobertura é fixo e serve para ajudar a família a lidar com as despesas e o impacto financeiro da perda.

2. Indenização por invalidez permanente (total ou parcial)

Esta cobertura é voltada para os casos em que a vítima sobrevive ao acidente, mas fica com alguma perda ou redução permanente da força ou do movimento de algum membro, órgão ou função do corpo.

O valor da indenização é calculado de forma proporcional à gravidade da sequela, com base em uma tabela médica oficial que define os percentuais de perda para cada parte do corpo.

3. Reembolso de despesas médicas e suplementares (DAMS)

A vítima de um acidente de trânsito pode solicitar o reembolso de todos os gastos que teve com o seu tratamento de saúde. Isso inclui consultas médicas, sessões de fisioterapia, medicamentos, exames e até mesmo a compra de equipamentos ortopédicos (como muletas ou cadeiras de rodas).

Essa cobertura é fundamental para garantir que a vítima tenha acesso ao tratamento necessário para sua recuperação, cobrindo os custos que não foram atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Como dar entrada no DPVAT? O passo a passo

Pessoa encara o celular em suas mãos

Precisou acionar o DPVAT (agora SPVAT)? Diga esse passo a passo!

Muitas pessoas deixam de receber a indenização por acharem que o processo é muito burocrático ou difícil. No entanto, a transição do serviço para a Caixa Econômica Federal tornou o procedimento mais simples e digital. 

1. Reúna a documentação necessária

O sucesso do seu pedido depende da apresentação dos documentos corretos. Os documentos básicos exigidos são:

  • Boletim de ocorrência (B.O.): emitido pela autoridade policial que atendeu o acidente.
  • Documentos de identificação: RG e CPF da vítima (e dos beneficiários, em caso de morte).
  • Documentação médica: laudos, relatórios de atendimento de emergência, receitas médicas e notas fiscais que comprovem os gastos com medicamentos e tratamentos.

2. Faça a solicitação na Caixa

Com os documentos digitalizados, você pode fazer o pedido sem sair de casa. O caminho oficial é o aplicativo “DPVAT CAIXA”, disponível gratuitamente para celulares Android e iOS.

Pelo aplicativo, você faz o upload dos documentos e preenche as informações do acidente. Caso prefira o atendimento presencial, você também pode se dirigir a qualquer agência física da Caixa Econômica Federal espalhada pelo país.

3. Acompanhe a análise

Após o envio de toda a documentação, a Caixa realizará a análise técnica e médica do pedido. Você pode acompanhar o andamento do processo diretamente pelo aplicativo. 

Caso falte algum documento, o sistema emitirá um alerta para que você faça a correção. Uma vez aprovado, o pagamento da indenização é depositado diretamente na conta poupança digital do beneficiário.

Preciso de intermediários?

Não. Este é um alerta muito importante: o processo de solicitação do DPVAT é totalmente gratuito e simples. Você não precisa contratar advogados, despachantes ou intermediários para dar entrada no seguro.

Esses terceiros costumam cobrar uma porcentagem significativa do valor da sua indenização por um serviço que você mesmo pode fazer de forma rápida e segura pelo aplicativo da Caixa.

Perguntas frequentes sobre o DPVAT/SPVAT

Qual é o valor do DPVAT hoje?

O valor que o proprietário do veículo paga anualmente (o prêmio do seguro) foi zerado por alguns anos, mas voltou a ser cobrado com a reestruturação do SPVAT. 

Esse valor é definido anualmente pelo governo e varia conforme a categoria do veículo (motos costumam pagar um valor maior devido ao maior índice de acidentes). Já os valores máximos das indenizações pagas às vítimas são fixados por lei e atualizados periodicamente.

E se o veículo que causou o acidente não for identificado ou não tiver pago o seguro?

O caráter social do DPVAT garante que nenhuma vítima fique desamparada. Se você for atropelado por um veículo que fugiu do local sem ser identificado, ou se o proprietário do carro que causou o acidente estava com o seguro obrigatório atrasado, você continuará tendo o direito de receber a indenização normalmente. A Caixa efetuará o pagamento do benefício da mesma forma.

Qual o prazo para dar entrada no seguro?

O prazo limite para solicitar a indenização do DPVAT é de 3 anos, a contar da data em que o acidente ocorreu (para despesas médicas), da data do óbito (em caso de morte) ou da data em que a vítima teve a ciência inequívoca de sua invalidez permanente através de um laudo médico.

Conclusão

O DPVAT (agora sob a sigla SPVAT) é um direito social fundamental que garante proteção e amparo financeiro para qualquer pessoa vítima de acidente de trânsito no Brasil. Ele funciona como uma rede de segurança, garantindo que, nos momentos mais difíceis, você e sua família não fiquem desamparados.

Garantir a sua segurança nas ruas e estradas envolve conhecer os seus direitos, respeitar as leis de trânsito e, claro, manter o seu veículo em perfeitas condições de funcionamento. E quando o assunto é a segurança e a confiabilidade do seu carro, a saúde do sistema elétrico é um pilar essencial.

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